INTRODUÇÃO A MUSICOFIA
Este Site é destinado a todos os músicos e diletantes musicais, principalmente aqueles que não tiveram caminhos de mestres, mas não se limitaram aos desafios do mundo imperativo.
São eles maestros, poetas, escritores e compositores, que hoje são apreciadores, ou estão escondidos como educadores, muito competentes por sinal.
Na verdade existe uma explicação muito bem fundamentada para estes retrocessos ou sucessos, independente das dificuldades entendo como um verdadeiro aprendizado.
Muitos munidos de técnicas e saberes e não chegaram a lugar algum, outros chegaram, mas com mais três profissões, ou passando por necessidades, e outros estão brilhando em algum lugar do mundo.
O investimento musical é muito pequeno para um enorme numero de profissionais, que são acima da média, e pode nos representar em qualquer lugar do mundo.
A falta de educação musical, a falta de investimento na educação infantil para com a música e as demais áreas artísticas é apenas um problema, o outro problema, é que o paradigma na linguagem artística precisa de mudanças. Continuamos achando que apenas quem sai da televisão é que faz arte, e que um processo apostilado, é que vai me dar dom para aprender algo, e assim a vocação se suicida.
“ O fim da verdadeira educação é a realização plena do ser ” (Humberto G.)
A musicofia se inicia na Grécia, a aproximação do verbete é com a unidade aristotélica, quando o filosofo Aristóteles explica o quanto a linguagem é pobre, já que a tantos caracteres para se utilizar, e mesmo se pudéssemos utilizar todos, ainda assim era pouco para uma unidade que transcende sem fim.
O conceito enciclopédico de música continua existindo até os dias de hoje, as escolas de musica são tradicionais, ela se desmembra da reflexão da própria cultura do individuo e faz de um livro metódico um processo educacional, que na verdade, é uma forma de se omitir a musicalização social.
Ainda não existe base solida em nosso meio sobre a música e os aspectos sociais, embora sabemos o que aguça a percepção dos envolvidos.
O difícil de se pensar em musicalidade é porque quem estuda o assunto não esta preocupado se a musica reflete insatisfação para o meio ou não.
Será que estes estão errados ? Não estão errados, porém estes estão completamente sem munição, porque aonde ele pode recorrer, é muito injusto, em uma ditadura cultural.
A musicofia é uma linguagem que pretende colher dados que personifica a música no individuo, para que ele se torne autônomo no processo de aprendizagem, podendo vivenciar, construir e reconstruir saberes.
O verbete foi criado por Oliveira, Danilo 1996, com o intuito de se pensar sobre a música de forma livre,
Na verdade ele afirma que não inventou nada, apenas observou que a música tinha muitas notas para pouca harmonia, não é nada mais do que o foco aristotélico da linguagem social, mas a cerca da música .
As linguagens artísticas funcionam com os famosos parâmetros, porém não existe a prova do porque, em relação ao aspecto biológico, tornando se assim modalidades que enfeitam a grade curricular.
É comprovado cientificamente os avanços no desenvolvimento da criança, de forma teórica, os aspectos biológicos com a musica e teatro e outras linguagens tem a seguinte explicação; É porque a criança assimila e acomoda, simplesmente, ora isto já sabemos !
Esta crise já existe a muito tempo e aonde é mais grave é este tipo de pensamento perpetuar nas universidades.
Em outras palavras eu não posso utilizar tal autor construtivista para falar sobre determinada arte porque ele não entendia de arte, e a mesma que faz a insinuação entende menos ainda.
Hoje a regulamentação e o código de ética é indispensável para qualquer curso ou profissão, mas sem que aja um foco metodológico e behaviorista.
Segundo Stravisky, Igor (1882-1971)
Existe uma construção que nela existe 95 % de aspiração e 5% de inspiração.
É neste sentido que devemos possibilitar ao educando idéias que demonstram a construção e a reconstrução.
Sendo assim fica fácil entender o que queriam os construtivistas Piaget, Vigotsky e Wallon.
As idéias contemporâneas são importantíssimas, mas não tem o teor necessário por um simples motivo, os cientistas e teóricos tem muita competência, mas não tem a palavra chave. A idéia é pensar determinada linguagem artística e entender o porque o reflexo é tão ruim, portanto neste trabalho a linguagem é musical e identificada por musicofia, seria verificar esta prática, é um olhar desbravador, tão importante quanto em outras disciplinas com códigos de ética.
Existem muitas escolas e instituição preocupadas com a musicalização na educação infantil, porém existe uma universalização que já não sobrevive diante da necessidade entre o meio, escola e a criança.
Enquanto não houver autores de peso para abordar a (epistemologia do desenvolvimento com), estaremos “sem” e cantando por cantar, escrevendo por escrever, ouvindo por ouvir, não basta ler propostas com objetivos e conteúdos que não considere os aspectos biológicos, ou seja a educação infantil precisa ser a prioridade, e os profissionais da área precisam ser reconhecido e respeitado.
A janela da alma
“No inicio coloco a ciência, para separar o joio do trigo, a sapiência fica por conta de cada um”
A musicofia traz o meio de novo a tona, ou melhor, a tonalidade, é como se as gravadoras começassem a produzir do zero, e as vendas já não fossem a prioridade.
O estudo passa a ser especifico em relação ao fragmento especificado a cima, a (unidade) pois ela não tem fim, não para na música e nem termina na musica.
Portanto é preciso considerar esta ótica também para outras linguagens artísticas.
Nietzsche é um exemplo, enriqueceu a filosofia moderna com meios de expressão: o aforismo e o poema, isto trouxe como conseqüência uma nova idéia da filosofia e do filosofo: não se trata mais de procurar o ideal de um conhecimento verdadeiro, mas sim de interpretar e avaliar [1]
A interação com o meio, não é nada mais do que um analise empírico, é simples de entender analisando a maneira com que as pessoas reconhecem a arte, que elas mesmas construíram.
Segundo Pirandello, Luigi (1867-1936)
“Arte e cultura dizem respeito aos sentimentos e as manifestações da alma de um povo”
A musicofia visa o ponto igualdade e harmonia com a musica de qualidade, e que todos saibam do homem harmônico mutável e que também erra, e existe em cada um de nós.
Não podemos entrar na avalanche e confundir globalização com riqueza espiritual.
Quando vejo um homem descobrindo a sua harmonia interior percebo que na música muito tem a se fazer, seja você cientista ou não, pensar que tudo já foi feito é um retrocesso e desrespeito aos que tanto fizeram por ela.
O obvio e a terapia do obvio
Evocar traços de escritor, apesar de ser uma empatia simpática não combina com a musicofia, neste caso o cientificismo é evidente. O obvio da reflexão já mais poderia dar inicio, sem citar o quanto é obvio o que a música conseguiu, com toda a gama dialética doada as terapias.
Refletir a música no nosso meio é musicofar, é pensar na própria identidade, foi na musicofia que descobri a filosofia de amar melodias, perceber cores, conhecer Aristóteles, e dois números dentro de uma caixa de fósforo, Pitágoras e sua religião de saber, Galileu como o branco mais negro que eu já vi.
Esta foi a parte racionalista que sugere amor a ciência, é difícil não ser subjetivo, é difícil não interpretar, é difícil não conhecer o prazer da matéria sonora e a convergência que organiza e intelectualiza, sem descartar a emoção em nenhum momento e sem trazer vaidades para nosso tormento.
O respeito aos estudos da musicofia é a chave das vertentes audíveis de ouvir e falar.
A educação nesse sentido é a linguagem do encanto das possibilidades que para os puristas soa como verdade pertinente.
A musicofia não tem relação direta com execução e técnica, mas sim com a socialização prática, teórica e musical, a técnica neste momento é a limpeza do que nós toca por dentro, afinal nem tudo que tem dificuldade técnica é legal.
“ A falta de educação musical é uma mera nota fundamental de fato, precisamos de crianças no caminho musical ”
A minha música é o reflexo da sinceridade (Villa, Lobos)
Aproveitando o gancho, A música dos educadores é o reflexo da sinceridade da música dos educando.
É indispensável que o diálogo saia dos livros bibliográficos e teóricos, a música trará convites a cada aprendizado de pensamentos vivos.
[1] Nietzsche, Friendrich Obras Incompletas, p. 9
agosto 29, 2009 às 8:40 pm |
Assim como não há nada como um dia após o outro, também não há nada como figuras como essa dono do blog, com palavras de grosso calibre que podem derrubar não um elicoptero militar, mais sim toda uma perspectiva e conceitos erronios lançados em tonelas a cada dia por essa mídia devoradora de homens e de sonhos!